Sábado, 10 de Julho de 2010

Olhar dentro da alma...

o meu fiel Sting...

 

   

Estirada numa das cadeiras do terraço depois de todas as lides primárias domésticas serem tratadas, tais como... as plantas, os peixes, o passeio matinal, os pássaros, as roupas, etc, etc... descansei na frescura que, a esta hora, ainda desfruto num dos lados da casa e, de olhos semicerrados, olhei para dentro de mim.

Olhei... não com o olhar que miramos quem passa, ou reparamos nas folhas que se agitam, para lá da verdura que a vista alcança, mas com aquele olhar refinado que vê para além de todas as coisas.

Gosto de olhar para dentro de mim, de vez em quando, descobrir coisas esquecidas...como aquela vez que mergulhei vestida em pleno Outubro nas "Cascatas do Tahiti", quando passeávamos através do Cabril, no Gerês, para ganhar uma aposta e perdi uma das minhas sapatilhas preferidas. Mas valeu a pena...e fez sorrir a minha alma.

Há muito que não olhava bem o meu interior e, verifico agora, que poucas alterações sofreu, não obstante o "tempo" de chuva e sol, alternado por nevoeiros densos e constantes, abalassem a minha estrutura física.

Continuo a "rapariguinha franca e ousada" que não se deixava intimidar por circunstâncias adversas; o elo de ligação ao mundo exterior continua inviolável e inquebrável.

Sorrio...

Sorrio, porque sou frágil em tantas coisas, parece que, por vezes, tudo se quebra à minha volta, como um espelho para onde se atirou uma grande pedra e se desfaz em mil pedaços.

Mas não é assim... o meu lado frágil e sensível continua aliado ao outro, talvez herdado de gerações anteriores, forte, saudável, lutador, rindo-se das suas próprias fraquezas e com uma ânsia tremenda, de ver e sentir, o lado positivo da Vida.

E é neste instante que olho para lá de mim, para a força do mar, o verde esperança da vegetação que abarca o meu olhar, como um pulmão onde o ar se vai renovando a cada ciclo que a minha memória vai buscar nos recônditos do meu Ser e recordo como um dia me impressionaram as palavras de Oscar Wilde:

"As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma? " in "De Profundis"

Hoje, olhei para dentro da minha alma...

Já olharam para dentro da vossa?

 


Texto escrito na Quinta-feira, de 13 de Agosto de 2009

 

publicado por Menina Marota às 11:30
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