Sábado, 21 de Agosto de 2010

Na possibilidade dos impossíveis…

 

 

 

Imagem de Katarzyna Widmanska

 

   

Gosto do fresco do Outono nestas manhãs de Primavera.

Sinto o vento bater-me no rosto e, como uma carícia, o Sol pousa em mim.

Sinto a tua presença a meu lado. Vem. Dá-me um momento de ti.

O vento revolta o meu cabelo. Ou serão as tuas mãos?

Sinto o teu cheiro dilatar-me os poros e deixo-me cair nos meus sentimentos.

A tua boca aproxima-se da minha… já ávida da tua.

Colo-me ao teu corpo desejando que este momento não pare.

Um frémito percorre-me e, pouco a pouco, todas as sensações explodem em mil ritmos e estou ali a desejar que me possuas, que desfaças em mim todas as ondas do teu querer.

Sinto os teus lábios percorrerem o meu corpo e, impulsivamente, volto-te deixando que a minha língua tome conta de ti.

Sacio a minha fome do teu sabor, do teu corpo, explodindo num frenesim que te faz sorrir.

- És uma selvagem, leoa!

Mergulho a cabeça no teu colo espalhando o meu cabelo que acaricia todo o teu corpo.

Sinto as tuas mãos agarrarem-me fortemente a cabeça, pressionando para que fique.

Sacias-te nos meus lábios, enquanto a minha mão percorre os cantos mais íntimos do teu corpo, fazendo-te gemer de prazer.

E, cada vez mais louco, aproximas-te de mim, possuindo-me como se eu fosse a tua própria carne.

As nossas almas fundem-se num grito de êxtase que nada pode deter.

O desejo intenso em nós não se sacia de uma só vez e retomamos a viagem até à exaustão do nosso querer.

Abro os olhos e sorrio, mergulhando em ti o meu olhar.

Tu és o meu oceano, a minha fonte jorrante.

Na possibilidade dos impossíveis,  como é bom sentirmos o nosso corpo vibrar.

 

 

 

(texto de 21.Agosto 2005, originalmente no Eternamente Menina II) 

publicado por Menina Marota às 13:30
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