Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Levemente erótico...ou não...


Imagem de Alex Krivtsov

 

 

 

A água corre silenciosamente da torneira e uma ténue linha de fumo desenha-se no espelho à minha frente, enquanto preparo os sais e as essências onde me quero banhar.

A música toca baixinho. Ao som da RFM dispo-me lentamente, numa sincronia perfeita, respondendo ao apelo da música difundida no Oceano Pacífico.

Acendo meia dúzia de velas, dispostas religiosamente, que acentuam ainda mais a luminosidade transmitida através do espelho.

O tema da música inebria os meus sentidos e, calmamente, entro na água tépida da banheira.

Embalada pela voz sensual, nem me apercebo do tempo que passou quando sinto a sua presença, olhando-me com olhos malandros enquanto despe calmamente a roupa que cai a seus pés.

Fixo o corpo nu à minha frente e sorrio, num convite descarado, que ele aceita sem hesitar.

Sinto as mãos percorrerem-me como que acompanhando a melodia e deixo-me arrastar…

Os meus lábios sequiosos percorrem a sua pele impedindo as mãos de me tocar. Quero ser eu a comandar os meus desejos e explodir o frenesim que pressinto em mim.

Busco nele a força que aumenta o meu desejo.

Um tremor perpassa-me quando sinto o seu calor e ergo-me vigorosamente em ondas que vão e vêm em busca do orgasmo que sinto dentro de mim.

Arranho os seus ombros, penetrando-me cada vez mais fundo, enquanto sinto os lábios húmidos correrem o meu seio, mordiscando-me de uma forma que me deixa completamente louca.

Não tenho forma de impedir a agitação que me deleita deixando-o cada vez mais próximo da explosão que eu tento controlar temendo o fim que se aproxima.

De repente, a força do seu abraço força-me a mergulhar e sinto que nada pode impedir o vigor abrasador que, numa convulsão, mergulha até ao fim em mim.

Tremo, numa sintonia espasmódica que não consigo impedir, enquanto a música de fundo continua a tocar.

Abro os olhos. Que loucura a minha! Tremendo de frio, sozinha, neste sonho, deixando as velas apagar.

 

 

 

(texto de 23.Maio 2005, originalmente no Eternamente Menina II) 

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publicado por Menina Marota às 15:45
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De Nilson Barcelli a 26 de Abril de 2011 às 19:43

Não tre sabia tão atrevida... a sonhar...
O texto é muito bom, soubeste criar o clima erótico muito bem.
Beijo grande, querida amiga.

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