Olho-te como se fosses uma estrela;
um arco-íris a colorir a frieza
dos sentimentos de um deserto sem oásis
de um rio de seco leito.
Amo-te… como o mar ama
as ondas que através da espuma
a areia fina vem beijar.
Sinto-te… no último sentimento
que minha alma chora depois
da negrura de todos os outros
que dia a dia me assombraram.
Na paz do silêncio que a palavra sente
amo-te como se ama tudo o que passou
e que a nossa alma singela albergou.