Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Olhares

 


Pintura de Gary Kelley

 

 

 

Olhas os meus olhos.

Os teus descem à minha boca
que sorri e penetras-me
com a doçura da alma

e a força de um guerreiro.


No silêncio da sala
a música entoa ao som
do coração e, lentamente,
como um pestanejar, o calor
dos nossos corpos aproxima-se
como cavalo a galope numa pradaria.

Tuas mãos, minhas mãos,
percorrem nossos corpos
que se desnudam em cada dedo que toca
nossas peles sedentas de magia.


Olho-te. Olhas-me.
E neste olhar está toda a febre
do sentir a ânsia de cada beijo,
língua a língua, escorrendo o mel da fantasia.


Na boca do meu corpo relembro
o teu beijar.


Orgasmos… mil deleites que
quero recordar na tua língua
que me percorre sem cessar.


A exaltação dos nossos corpos
como música - The Master
frenesim do desejo - Divine
que se ignora na paixão da pele
que comunga o mesmo sentir.


Olhas-me. Olho-te.


E nesse olhar de amor
desnudo
selvagem
ardente
que sente
com a mente
o desejo
de penetrar
possuir
com a tensão
do nosso sentir. 


Olho-te. Olhas-me.


No desejo saciado
de nossos corpos
em leito descansados.

 

Olhas-me. Olho-te.


E sorrimos


 

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publicado por Menina Marota às 19:30
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