Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Poema sem nome



Olho-te em silêncio.


Sejas quem sejas sob meus olhos semicerrados
clarividentes de palavras enfeitadas de pronuncias
opostas, mágicas, no sentido que se dão, a todas elas.

Perscrutas instantes em torno do espírito primitivo
ambíguo de desejos insaciáveis, corpo em corpo,
pele, pálpebras cerradas, energias prudentes que fluem 
no âmago do sentido refrescado pela brisa que corre do mar
onde gaivotas descansadamente procuram abrigo na imensidão do areal.

Olho-te em verbo.  
Como quem olha as promessas de um livro branco.

Leio-te, sem te ver.  
Nas palavras repetidas, de outros lugares, de outros rostos,
locais sem nome, sem título, iluminados que sejam pela máscara da nudez do incerto.
Fénix que precede como um grito que brota do inominado circuito que orquestra os sentidos.

Conjuga o verbo conhecer e ter-me-ás.

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publicado por Menina Marota às 23:15
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