Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

A última noite de Maio

Pintura de Rob Hefferan


 

 Quantas últimas noites já por nós passaram?

 

 Amanheceu. Do outro lado da cama, o lençol bem esticado revela a falta de um corpo que o ocupasse. O teu.

 

O frio da manhã, que se pressente quente, eleva-se do teu lado da cama, como fumo do cigarro que já acendeste, quando levo o café à cama onde dormes desde o dia em que de mim o teu olhar fugiu, numa última noite em que os nosso braços se tocaram numa despedida e noutros te albergastes, indiferente à minha dor.

 

Voltaste, é certo.

 

Acompanhado da doença que dorme contigo. E do cheiro da outra que ainda pressinto no teu corpo.

 

Voltaste uma noite. Seria a última de Maio?

 

O olhar frio e triste pedia também o que os teus lábios murmuraram… "Toma conta de mim… Não me abandones, por favor. Só a ti tenho…"

 

Já lá vai uma década.

 

Para mim, cada noite, é a última de Maio.

 

  

(31.Maio.2010 - Originalmente escrito no Blogue Cleopatra Moon em resposta a um desafio lançado para este tema)

 

tags:
publicado por Menina Marota às 23:39
| comentar | Acompanhe-me
|

Sensibilidades...

Regresso

uma parte de mim

Sentidos

Bom Dia!

Sereinement...

Voláteis gaivotas

A hora do encanto...

Ouro negro

Amanheço-me

Poema sem nome

Pés na Areia

Reciclagem

Fragile

Sons diáfanos...

O vento da utopia

Momentos meus...

Rota da vida

Vida

O vento e o tempo.

Talvez

Bom Dia!

Sons do vento

Dizem

Olhos de Vida

Sentires

Oceano dos sentidos

Dádivas de amor

Sentires...

Da minha janela

Bom dia...

Almas Pretéritas

A minha alma anda aqui...