Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Do lado de dentro da minha Janela...

 

  
Baixei os olhos à minha alma e vi o campo da vida que me sorria nos tempos imemoráveis do sorriso fácil, dos olhos brilhantes, do cabelo revolto, do corpo afagando as doces delícias do amor partilhado.

Por entre as flores que em cada estação remanesciam, a dor, dispersamente enclausurada no casulo da memória, minorava em pétalas do jasmim que em mim reflorescia.

Sentir o calor inquieto da vida em cada pedaço do corpo, onde maduram as rugas das lágrimas em meu rosto vividas; perpétua recordação de dor, emoção e perdas sofridas, onde cada amanhecer é uma vitória do sorriso do Sol que, em oferenda, me entrega a energia dos seus raios, rasgando a pele inflamada que a espuma do mar limpa, como a chuva benfazeja assenta o pó da estrada e faz correr fios de água pelos vales purificada.

Assim me encontro como pássaro voando no alto de um monte e se sente seguro.

Assim está minha alma: Livre e Feliz.

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publicado por Menina Marota às 18:45
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De garatujando a 24 de Setembro de 2011 às 16:12
“Baixei os olhos à minha alma e vi ….”
Introspectiva saudosa e magoada de tempos mais felizes que o tempo não apaga da memória da autora.
Mas também a poética quietude num sorrir para a vida, que tem que continuar.. . .
Lindo escrito este, em que uma apurada sensibilidade se manifesta expressivamente de mãos dadas com a Poesia. .
Parabéns à Otília, com o abraço de sempre.
Carlos Ferreira
De António a 29 de Setembro de 2011 às 17:04
Entrei por mero acaso e perdi-me em textos maravilhosos, parabéns!

Beijinho
De neusa fragoso a 18 de Outubro de 2011 às 22:16
Amei! Posso perceber que é uma pessoa sensível e de alma grande.
Muito bom gosto musical para o fundo. Parabéns!
De mahtretas a 8 de Novembro de 2011 às 17:06
"O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre"


Adélia Prado

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