Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Chuva de Letras

Fotografia de Alexander Vasilenko


Chove.

O vento sibilante entoa nas janelas fechadas mas eu sinto o meu corpo quente como nas tardes de Verão em que o vento me segredava poesias infinitas… em palavras arrojadas de significados como o desejo de uma donzela perante o seu primeiro amor.

A brincadeira das palavras acabou sem ter começado.

Palavras amenas que se cruzam numa encruzilhada desacertada de estar, afinal, no local errado.

Bendigo… bendito… o Português que me leva a acordo sem acordos, a palavras sem significados, vocabulários que se cingem, se entregam sílaba a sílaba a momentos que como o vento desaparecem por entre nuvens de chuva que lavam letra a letra a palavra mencionada e se retraem no pensamento de escrever e nada dizer.

Oh… como são pulcras as palavras partilhadas em dias de chuva, reflexo de sabedoria ou uma simples invasão de significados que a mente não lê?

E a chuva cai levando, lavando, cada palavra que desaparece no vocabulário da ilusão prenhe de se pensar o que se não lê, sem acordo, nem acórdãos…mas em Português.    

 

 

 

 

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publicado por Menina Marota às 11:04
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