(Desenho de Disaster)
Entre o mar e o rio
não há lugar para promessas
dispersadas entre grãos de areia
na invariável limpidez do inexplicável
silêncio.
O tempo entre cada margem é longo
e na passagem por elas
os barcos antecipam a voragem dos
sentimentos.
Entre a noção e a razão
existe dor e silêncio
intenso como a dimensão do
mar
terrível como a certeza do
abandono.
Como sal purificador
fluindo na seiva de nós
afastados que somos por sonhos
diáfanos que se espelham
na incerteza da razão -
reciclagem de tempo -
perdido entre risos de veneno
mordidos língua a língua
consagrando o húmus da utopia.
Reciclagem de sentimentos
tornada leve como nuvens brancas
de algodão.
Ah, Otília, que belo poema este !!!
E que curiosa coincidência a de o teres publicado logo hoje. !!!
Parabéns.
Beijo de admiração e de muiiiiiita Amizade.
Carlos Ferreira
Ah, Otília, que belo poema este !!!
E que curiosa coincidência a de o teres publicado logo hoje. !!!
Parabéns.
Beijo de admiração e de muiiiiiita Amizade.
Carlos Ferreira