Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
Reciclagem

(Desenho de Disaster)

 

 

 

Entre o mar e o rio
não há lugar para promessas
dispersadas entre grãos de areia
na invariável limpidez do inexplicável
silêncio.

O tempo entre cada margem é longo
e na passagem por elas
os barcos antecipam a voragem dos
sentimentos.

Entre a noção e a razão
existe dor e silêncio
intenso como a dimensão do
mar
terrível como a certeza do
abandono.

Como sal purificador
fluindo na seiva de nós
afastados que somos por sonhos
diáfanos que se espelham
na incerteza da razão -
reciclagem de tempo -
perdido entre risos de veneno
mordidos língua a língua
consagrando o húmus da utopia.

Reciclagem de sentimentos
tornada leve como nuvens brancas
de algodão.

 

 

 


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publicado por Menina Marota às 12:15
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:
De garatujando a 10 de Agosto de 2011 às 17:41

Ah, Otília, que belo poema este !!!


E que curiosa coincidência a de o teres publicado logo hoje. !!!


Parabéns.


Beijo de admiração e de muiiiiiita Amizade.


Carlos Ferreira



De Menina Marota a 12 de Agosto de 2011 às 10:56
Bom dia, Carlos Ferreira.

Muito agradecida  pela visita a um blogue que é quase desconhecido e onde coloco as palavras que me saem da alma.
Um abraço cheio de Amizade.


De garatujando a 10 de Agosto de 2011 às 18:03

Ah, Otília, que belo poema este !!!


E que curiosa coincidência a de o teres publicado logo hoje. !!!


Parabéns.


Beijo de admiração e de muiiiiiita Amizade.


 Carlos Ferreira



De Teresa Gonçalves a 28 de Agosto de 2011 às 02:29
Sublime este poema!
«Como sal purificador
fluindo na seiva de nós
afastados que somos por sonhos
diáfanos que se espelham
na incerteza da razão -
reciclagem de tempo -» belíssimas metáforas recheadas de realidade.
Bjito amigo
Teresa G.


De Menina Marota a 3 de Setembro de 2011 às 14:03

Grata Teresa pela visita e comentário.  Gostei muito de te ter aqui.
Bjinho e bom fim de semana.
Otília


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