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Alma Minha...

Arquivo de sonhos e memórias.

Alma Minha...

Arquivo de sonhos e memórias.

25
Jun13

Sons diáfanos...

Otília Martel

Sopra uma ligeira brisa que, como uma onda, faz mexer os cortinados da casa.
O aroma das orquídeas, na janela, casa com a doce fragrância que invade a sala,  
trazida do mar no bico dos pássaros que, em deleite, gozam o fresco do fim de tarde esvoaçando num bailado rítmico que enche a alma de paz.
O sol, que já não se avista, deixou um rasto cor de fogo antes de se refrescar no mar.
É a hora da natureza se recolher nos seus sons diáfanos.
É a hora dos apaixonados sentirem o primeiro beijo da noite.

É a hora de todas as ternuras:
mães a embalarem os filhos,  
pássaros a regressarem aos ninhos
e o amor acontecer.
Anoiteceu!

... boa noite.  

20
Jun13

O vento da utopia

Otília Martel

Claude Théberge

É primavera.

No meu coração florescem
raízes de memórias
mescladas de rosas e jasmins
no perpétuo movimento
da engrenagem do tempo.

Um leve toque
um pequeno som
distinguem-se de tantos sentimentos
que perduram no vento
da utopia.

Breve é o sonho
que nos aproxima.

Um sorriso
dilata a artéria
desta imensa vida
onde nada se perde
tudo se transforma
até a existência perdida.

   In, Olhos de Vida, pág 43
(Otília Martel/Menina Marota)

13
Jun13

Momentos meus...

Otília Martel

Ser portador de uma doença crónica é um problema e um drama. Todos o sabemos e reconhecemos.
Ser companheira de um doente de uma doença crónica é... nada!
Ninguém pensa nessa pessoa, no seu drama interior, nos seus problemas morais e pessoais, por achar que não tem capacidade para gerir e suportar, como todos acham que deve, essa doença.
Ser companheira de uma pessoa portadora de uma doença crónica leva, tantas vezes, ao desespero interior, mas que temos que gerir, com um sorriso nos lábios e uma força de vontade capaz de mover uma pesada montanha, esses momentos.
Não sou pessoa de mostrar as minhas fraquezas, antes pelo contrário, gosto de encarar a Vida com um sorriso e um positivismo no coração capaz de fazer dos dias mais negros, dias lindos de sol.
Mas há dias que o suportável se torna insustentável e a minha alma cede com a fraqueza feminina do meu sentir.
Nestas horas, que me resta?
A música. Sempre a música. E Carl Orff.

Que vos deixo... e que me perdoem o meu desabafo de pequena loira que, tantas vezes, não sabe como viver os dias negros da sua vida.

Boa noite. ♥♥♥♥♥

(08.Dezembro.2012)