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Alma Minha...

Alma Minha...

24
Set10

Remanescência de Vida

Imagem de Marina Filipovic

 

 

Na suavidade da música que, como espuma,

toca a areia mansamente e permanece no ar,

lentamente, espraio o olhar, no momento em

que sinto a brisa do vento o meu corpo beijar.

 

De coração descalço de sentimentos amorfos

corro através do campo verde da minha alma

que se confunde com a fresca aragem  do mar

dominando devagar  o meu corpo e me acalma.

 

Prossigo nas asas do sonho, entre nuvens e terra.

A fragrância que se espraia para lá do impossível, 

toca os sentidos da minha memória que se desnuda

 

na pulcritude etérea do firmamento onde nada e tudo

é possível, (a profundeza do sentimento remanesce),

no exacto momento que o pensamento se pensa mudo.

 

 

 

(memórias de mim...)