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Alma Minha...

Arquivo de sonhos e memórias.

Alma Minha...

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25
Mai13

Rota da vida



Desço ao rio mais profundo do meu sentir.
Banho-me 
na água das lágrimas 
que transformei em estrelas.

Pés descalços
na pedra fria 
calor de beijo
que aquece minhas veias.

Flocos de neve
que o sol derrete
na música que toca
meu coração.

Ouso
enfrentar tempestades.
Multidão de sentimentos
que se aninham 
no meu pensamento.

Liberto-me.
Sigo a rota da vida. 

 

 

Poema escrito ao som de um tema dos Nightwish

20
Nov11

Sentires...

Steve Hanks

 

Olho-te como se fosses uma estrela;
um arco-íris a colorir a frieza
dos sentimentos de um deserto sem oásis
de um rio de seco leito.

Amo-te… como o mar ama
as ondas que através da espuma
a areia fina vem beijar.

Sinto-te… no último sentimento
que minha alma chora depois
da negrura de todos os outros
que dia a dia me assombraram.

Na paz do silêncio que a palavra sente
amo-te como se ama tudo o que passou
e que a nossa alma singela albergou.

13
Ago10

Momentos...

 

Olhei-me um dia ao espelho, os olhos sem brilho, o rosto macerado e encovado das lágrimas que por eles já tinham corrido e, olhando-me, jurei que não mais iria sofrer, que na Vida tudo tem um limite e o sofrimento que nos é infligido por terceiros, ainda maior limite deveria ter.

 

Jurei que só iria olhar bem para mim, quando os meus olhos voltassem a brilhar de novo, quando o sorriso apagasse os vestígios do rosto martirizado, quando olhasse de novo e o espelho me devolvesse a imagem de alguém que gosta de si.

 

Reaprendi a sorrir. Reaprendi a gostar de mim. Reaprendi a Viver.

 

Hoje, brinco e sorrio, com muito daquilo que outrora me fazia sofrer.

 

Deixei que o mar lavasse o rosto das minhas lágrimas, deixei que o brilho do Sol perpetuasse o meu olhar, que o perfume das flores invadisse a minha pele o meu sentir e voltei a sentir o colorido da existência.

 

Deixei que os meus pés pisassem as pedras e a areia molhada devolvendo-me a energia que recebiam do mar.

 

Deixei que a seiva da terra e das árvores invadissem todo o meu ser.

 

Não digo que seja fácil. É como um sedento que anda perdido no deserto sem encontrar o oásis ambicionado.

 

Nasci e vivi com a força que me fez, desde sempre, sobreviver a diversos momentos, menos felizes, porque passei.

 

E se a Vida, apesar de tudo, não me sorri, eu sorrio para a Vida, de alma lavada, de sorriso transparente e o olhar brilhando.

 

Porque aprendi a gostar de mim.

 

 

 

Vila Nova de Gaia, 30 de Julho de 2010